Posto de Jaguara à quatro meses sem médico; Vereador Paulão do Caldeirão fiscaliza situação da saúde no distrito. “Necessidade urgente”

Através de denúncias da população, ouvidas em seus canais de atendimento, o Vereador Paulão do Caldeirão (PSC), que é membro da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, foi informado de que o Posto de Saúde de Jaguara estaria a quatro meses sem médico para o atendimento na primeira unidade. Prontamente, o Edil se dirigiu ao local, onde funcionam simultaneamente os PSFs da comunidade, o Jaguara 01 e 02, constatando a situação de risco para a população após feita a fiscalização.

O edil testemunhou que homens, mulheres, crianças e idosos, estão sem poder marcar diversos exames pela falta do profissional na unidade 01, que estaria sendo suprida pelo médico da unidade 02, após o responsável pelas consultas na primeira unidade ser transferido para outro local, sobrecarregando o atendimento e causando transtornos para os que precisam de um diagnóstico rápido. As unidades atendem tanto a sede do distrito como todos os seus povoados.

“Vim aqui hoje no posto médico de Jaguara, após diversas denúncias, fiscalizar a situação da saúde no distrito, e como membro da Comissão de Saúde da Casa Legislativa, não posso deixar uma situação como essas se estender por mais tempo. Pude ver com meus próprios olhos a necessidade urgente da população de que seja reinstaurado os atendimentos regulares na unidade Jaguara 01, que após ter o médico que atendia na unidade transferido, já está a quatro meses sem atendimento. O médico da unidade dois já chegou a passar mal pela carga horaria excessiva, e vários atendimentos e exames não estão podendo ser feitos, causando risco a população que já é tão prejudicada, é uma tragédia anunciada, o Secretário Marcelo Brito tem que tomar uma atitude urgente, ou entrarei com um mandato de segurança para buscar solucionar esta situação lastimável. As unidades atendem a sede e povoados, é uma população muito grande para apenas um médico atender”, conta.

Outra situação que pode ser fiscalizada pelo Edil, é a falta de materiais para atendimento e medicamentos. Segundo uma das funcionárias que preferiu não se identificar por medo de represálias por parte do Governo Municipal, a meses falta material de almoxarifado e curativos, material para exame de preventivo, itens para manutenção e limpeza, e diversos outros materiais básicos, além da farmácia das unidades estarem praticamente vazias, faltando diversos medicamentos, incluindo alguns de necessidade continua.

“Está faltando tudo, falta medicamento de uso continuo, que as pessoas não podem ficar sem tomar. Até material de preventivo está faltando, não tem esparadrapo, especulo, algodão, luva… Coisas básicas não tem, e quando pedimos sempre vem faltando e acaba logo, pedimos vinte unidades, vem dez, pedimos dez, vem cinco. Fora equipamentos, não temos uma maca adequada para fazer exame de preventivo, temos que improvisar, muitas mulheres ficam com receio de fazer pelo incomodo, até o telefone fixo esta mudo, e não temos nenhuma explicação do porquê de não resolverem esta situação toda, precisamos de uma intervenção com urgência”, explica.

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